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Beirando a insanidade

Quando tudo começa a perder o sentido é que bate o desespero. Puro desespero. O sabor do nada de antes, de agora e de depois. Medo tamanho que é possível imaginar que as lágrimas correrão eternamente. É tão mais fácil ter fé. Ter no que acreditar, achar que existe mesmo Algo (qualquer algo) maior que rege o Universo, que tudo criou, e portanto, tem todo o direito de decidir o que é certo ou errado. Uma força superior que seja capaz de curar aquela doença, trazer paz àquela família, e esperança pra quem não sabe esperar. É bom, confortável, e até cômodo crer que 'seja o que Deus quiser'; isso tira muito a culpa de ter falhado (não foi dessa vez, mas Deus sabe o que faz). Jah providenciará. Ajuda, protege, cuida, guia. Conseguir se entregar tranquila e cegamente porque Ele vai te guiar! Vai? E se a sua Fé não for tão grande quanto você acredita ser? São dimensões muito maiores, questões muito mais abrangentes. Tem que ver além dos olhos, além da própria vida. Tem que v...

enquanto isso no orfanato ...

São crianças; Grandes, pequenas, FORTES! Tem como não ser? Sofreram demais, sofrem demais. São crianças! E ainda assim conseguem aguentar uma carga tão grande. Coisa que muito adulto não aguentaria. Violência, abuso, dependência.  Medo, medo, medo. Trauma, traumas. Você entra naquele lugar, e todos aqueles olhinhos, tão cheios de necessidade de afeto, se viram pra você. Tantos sorrisos; todos naturais, espontâneos. E todas aquelas vozinhas 'tia, tiia, tiiia (...)' Vontade de levar todos pra casa! Tem tanto carinho ali; tantos abraços, tanto pedido de colo, tanta carência de atenção. E aqueles olhos ... Eles te abraçam, te puxam, arrumam seus cabelos, dão beijo. Brincam, tiram foto - e como gostam de tirar foto! E você fica ali encantada, no meio de todos aqueles pequeninos dos quais foi tomado muito, e ainda assim possuem tanto a oferecer. Eles foram tratados com descaso, agressão, desrespeito e ainda conseguem olhar pra você com pureza, sorrir ...

Brô Mc's

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Eju Orendive 'não sei o que se passa na sua cabeça  o grau da sua maldade  não sei o que você pensa  povo contra povo, não pode se matar ...  Vamos todos nós no rolê  vamos todos nós, índios festejar  vamos mostrar para os brancos  que não há diferença e podemos ser iguais ... agora te pergunto, rapaz  por que nós matamos e morremos?  em cima desse fato a gente canta  índio e índio se matando  os brancos dando risada  por isso estou aqui  pra defender meu povo  represento cada um  e por isso, meu povo,  venha com nós'

Auto-avaliação

          Segundo à teoria “O bom leitor” (SALOMON, 1977, 45-46), um bom leitor lê muito, sobre diversos temas; sabe 'estudar' um livro, sabe se deve ou não lê-lo. Segundo os itens da teoria d'O bom leitor, haveria de ser eu uma leitora média. Afinal, existem pontos aos quais me encaixo, e pontos que nem adianta tentar encaixar.           Um bom leitor lê rapidamente e entende o que lê, além de saber quando se deve ler devagar, para uma melhor compreensão do assunto tratado. Um bom leitor lê bastante; gosta de ler. Sou eu então uma boa leitora.           Mas um bom leitor lê de temas variados, possui bom vocabulário e usa o dicionário. E coisa chata é essa de usar dicionário, penso eu. Sou portanto uma leitora ruim.           Acho mesmo a minha ideia inicial: haverei de ser uma leitora média. Eu leio; leio o que gosto, e de quando em vez o que desgosto também. Leio muito, e quase tudo - m...

Umas ideias desconexas. Ela pensa demais.

Ela se faz de forte, sei lá pra quê. Sei lá por quem. Deve ser só pra ver se ela acaba caindo nessa de que tem força mesmo. Dizem né. Dizem tanto. TANTO! E só dizem mesmo... sabe o que é isso? Tem dias de pura alegria. Mas tem aqueles que a leva a crer que tudo vai dar em nada, e que os lugares estão trocados. Ai como é complicado isso de 'vida' - pensou ela. Pensa muito, ela.  Tanto que de quando em vez nem mesmo consegue acompanhar os próprios pensamentos. E se confunde, e desconfunde. Diz que na verdade complicado mesmo é esse povo que tem mania, e que mania, de ver de fora.  Esse povo esquece, ou nem sabe, que é tão, TÃO mais simples quando você decide entrar, tomar um café, uma xícara de chá. Ver de perto, por dentro. Parar e olhar. Tão mais simples quando decide sentar um pouquinho, bater um papo. Tudo de dentro. Sem essa de papo na porta. É tudo de dentro. Por dentro. Se esse povo, sabe? Esse povo tirasse uns minutinhos prum bom e velho cafezinh...

A angústia e o nada

A angústia é o caráter típico e próprio da vida. A vida é angustiosa. E por que é angustiosa a vida? A angústia da vida tem duas facetas. De um lado, é necessidade de viver, é afã de viver, é anseio de ser, de continuar sendo, para que o futuro seja presente. Mas, de outro lado, esse anseio de ser leva dentro o temor de não ser, o temor de deixar de ser, o temor do nada. Por isso, a vida é, de um lado, anseio de ser e, de outro lado, temor do nada. Essa é a angústia. Pois o nada amedronta o homem. MORENTE. Manuel García, Fundamentos de filosofia. - Um amigo mandou isso pra mim, porque ele sabia que era tudo que eu precisava ouvir (no caso, ler). E eu quero muito que ele saiba que ele é o melhor amigo!

Amores acabam e começam

Será que são palavras mesmas? O mesmo olhar? O mesmo ritmo do coração acelerado, a mesma falta de ar? Será que são pensamentos mesmos? O mesmo sorrir? O mesmo abraço, o mesmo amor? Será que foi? Será que é? Talvez não seja. Provavelmente não foi também. Talvez seja o mesmo engano. Porque afinal, você é 'feito de erros, feito de errar', não? Errando de novo? Mais uma, e outra vez, e outra. 'As outras não servem pra nada agora, só pra te deixar com ciúme.' Eu sou isso também? Uma outra pra deixar a de agora enciumada? Uma outra que antes era tudo e subtamente se tornou nada? Sem aviso, sem chance, sem conversa. Eu esperei. Acabou agora. Não é dor, nem choro.  Decepção talvez. Sentimento sem nome. Eu quis sentir raiva, mas o meu amor não deixou. Agora eu vejo mais claro.  Não é raiva nem saudade, é só medo.  Medo por você. Medo pela sua capacidade enorme de amar, e se enganar. Medo por suas palavras, que nem sempre possuem razão.  Medo pela sua falta d...